- Tânia Lima -
Quase inalteradas todas as coisas.
Sutileza de variações na forma... na cor... na textura... no paladar... no aroma...
Tudo está pleno em mim!
E, quanto mais me convenço da linearidade do que sinto, mais me deixo levar pela avalanche de sensações.
Sinto uma incoerência entre valores e vida de fato.
Cubro-me com a diafaneidade da felicidade dos momentos...
E estes me alimentam por muitos outros em que pareço apenas arremedo de paraíso, mas que, na realidade do cotidiano, me mostram que nada existe além daqueles.
Sim, a plenitude deste sentimento que ardem em mim transcende a qualquer registro anterior.
Nada se compara a ele.
Nada o cerceia.
É original em sua essência.
Não se abate com ausência... com impossibilidades momentâneas.
É pleno porque existe de fato e de direito.
E, por muito que eu diga... por mais que reflita e que tente me convencer a ser comedida, mais minha alma passeia nele e faz festa em mim.
E meus olhos sorriem travessos... como se soubessem desde sempre que ele é o meu fim e meu começo.
TE AMO... ETERNAMENTE...

